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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Crescendo


Pequena, sensível, amável e sorridente. Era assim a criança que brincava por aqui. Ela sempre me dizia que a vida é um doce. Ou será que era só doce? Ela também costumava dançar e pular sem parar, e quando eu pedia silêncio ela me falava que a vida passava depressa demais para se fazer silêncio.

Um dia encontrei-a triste, encolhida em seus pensamentos. Perguntei o que se passava, então ela me explicou que havia crescido.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Movimento


Vai, vem, anda, corre. Quanta pressa, quanto movimento. Olha a mudança, olha o calor. Pessoas juntas, separadas, amontoadas em ambientes, presas em suas própias almas.

Quem acredita?

Elas falam, elas correm em direção ao vento. Sua corrida nunca terá fim. Estão presas em uma roda. Quem as salvará desta rotina?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Entre humanos




Corre, corre minha alma, luta... luta...contra morfeu e seus entorpecentes diários. Sinapses apressadas. Retenção exagerada, e tudo infla. Depois passa. Dispenso folgas, assim me consumo. Mas será valido consumir o cérebro a favor do maior conhecimento? Será inteligente burlar o corpo para ser uma grande pessoa?
Ser é difícil quando se nasce com uma empatia exagerada. Teoria da mente persistentemente presente. Insiste. Imagine, confabule, idealize, seja, faça, deseje, alcance e, quando conseguir, deseje mais. Mais! sociedade hipócrita e influenciável!
Seria mais fácil todos admitirem que são exageradamente ambiciosos. Ou talvez uma doença geral de transtornos de conduta. Influenciada pela ambição do “mais” e desventurada pela tradição do “se não foi não era pra ser”, sinto um campo gravitacional me inundar. Uma seletividade sensitiva vem me rondando. Não pelo comum, ou pelo normal, mas uma seleção de “não convencionais”. Sinto-me atraída pelo diferente, pelo ser humano original, que difere das maquinas consideradas normais formadas a cada instante tradicional. Não quero poder, minha ambição se concentra em saber. Tornar todos impossíveis em possíveis. Grande emoção se manifesta ao perceber que posso muito mais que penso, que tenho muito mais que preciso, e sou muito mais do que entendo. Todos podem, todos são, todos têm. Poucos conseguem notar e exercer bom uso de suas oportunidades e capacidades. Poucos se tornam mais que maquinas programadas para o consumo exacerbado e cego de produtos inúteis e semelhantes. Poucos são mais que mensagens eletrônicas programadas para repetir a mesma fala em situações previsíveis. Viva ao incomum e peculiar, aquele que por acaso é o que vive de verdade, sem rotinas, sem roteiros.